Cardiologista: O amigo do seu coração

O cardiologista é um aliado fundamental para a saúde do coração, atuando de forma ampla em diversas condições cardiovasculares.

Com uma visão integrativa e personalizada, cuidamos desde doenças comuns até quadros mais complexos, sempre com atenção às particularidades de cada paciente.

Seu papel vai além do diagnóstico e tratamento, abrangendo também a prevenção e a promoção de saúde.

Nesse artigo, falaremos um pouco mais sobre as principais áreas de atuação do cardiologista e como ele pode ajudar você e a sua família a ter uma vida mais longeva com qualidade de vida.

Quem sou eu?

Muito prazer, meu nome é Herico. Estou aqui para falar um pouco da minha formação, experiência profissional e, principalmente, da minha visão de medicina.

Sou do interior de São Paulo, graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP-RP), e um dos valores mais importantes que trouxe comigo é o de cuidar do paciente de forma integral.

Formado, vim para a cidade de São Paulo me especializar. Fiz, então, residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC FMUSP).

Mas por que um cardiologista fez residência de Clínica Médica? Muitas pessoas não sabem, mas, para se especializar em áreas clínicas, como a Cardiologia, antes o médico deve fazer especialização em Clínica Médica.

Porém, eu gostei tanto da Clínica Médica que decidi fazer mais um ano de residência na área antes de ir para a cardiologia. Assim, entrei para a residência de Clínica Médica – ano adicional – também no HC FMUSP.

E esse é o primeiro diferencial do meu cuidado. Eu não quero ser apenas o seu cardiologista.

Eu quero ser o seu médico. Na formação de Clínica Médica da USP, especialmente no ano adicional, valorizamos o cuidado ao paciente de forma global, que vai muito além de qualquer especialidade.

Eu quero organizar o seu cuidado em saúde. Desde a sua alimentação, atividade física, prevenção, até o tratamento de doenças já estabelecidas.

Eu quero que você tenha uma vida longa com qualidade de vida. Eu quero participar do seu planejamento de vida e de cuidado – tanto na saúde, quanto no momento da doença.

Tudo isso, lógico, com o foco em cardiologia de quem se especializou no maior centro da América Latina, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP – popularmente conhecido por InCor.

E aí vem o segundo diferencial do meu cuidado. Na formação como cardiologista, tive contato com pacientes extremamente complexos, e fui tutorado pelos melhores colegas do país.

Ganhei experiência no cuidado de casos absolutamente desafiadores. Pessoas com cardiopatias complexas, das quais poucos centros e poucos profissionais no mundo conseguem cuidar.

E depois da especialização de cardiologia?

Enfim, o terceiro diferencial do meu cuidado. Depois de formado como cardiologista, realizei o Fellow de aterosclerose, doença coronariana e cardiometabolismo, também no InCor.

Durante o ano de Fellow, aprofundei os estudos em doença coronariana crônica e aterosclerose com os principais médicos e pesquisadores da área, participei de diversas discussões de casos de alta complexidade e cuidei de pacientes no extremo da gravidade da doença coronariana.

Tudo para dar para você e sua família o melhor que a medicina e a cardiologia podem oferecer.

Atualmente, eu atendo em São Paulo-SP, no bairro de Pinheiros. Para entender um pouco melhor sobre como é a minha consulta, você pode ler um pouco sobre a experiência dos meus pacientes abaixo.

Áreas de atuação da cardiologia

Agora que compartilhei um pouco da minha história, formação e visão de medicina, gostaria de falar um pouco sobre algumas das principais áreas de atuação do cardiologista.

Colesterol alto, aterosclerose e doença coronariana

O colesterol é uma substância gordurosa fundamental para o funcionamento do corpo humano. Ele está presente nas membranas das células, participa da produção de hormônios e da vitamina D.

O problema começa quando os níveis de colesterol, principalmente o LDL (colesterol “ruim”), ficam altos demais.

Isso pode fazer com que ele se deposite nas paredes das artérias, dando início a um processo inflamatório progressivo que termina na formação de placas de aterosclerose.

Existem diferentes tipos de colesterol, mas os dois mais conhecidos são:

  • – LDL (lipoproteína de baixa densidade): conhecido como “colesterol ruim”, é o principal responsável por formar placas de gordura nas artérias.
  • – HDL (lipoproteína de alta densidade): chamado de “colesterol bom”, ele ajuda a remover o excesso de colesterol das artérias.

Enquanto o HDL atua como um “faxineiro” das artérias, o LDL, em excesso, pode causar entupimentos graves, que podem levar ao infarto e ao AVC.

A aterosclerose começa de maneira silenciosa e lenta. Com o tempo, porém as placas de gordura vão aumentando e reduzem o espaço por onde o sangue passa.

Vários fatores contribuem para o aumento do colesterol LDL no sangue:

  • – Alimentação rica em gorduras saturadas e trans (frituras, carnes processadas, embutidos, doces industrializados)
  • – Sedentarismo
  • – Obesidade
  • – Diabetes mal controlado

Uma dieta equilibrada tem papel crucial no controle do colesterol. Deve-se priorizar o consumo de:

  • – Frutas, verduras e legumes
  • – Grãos integrais (como aveia e arroz integral)
  • – Fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, abacate e castanhas
  • – Peixes ricos em ômega-3, como sardinha e salmão

Ao mesmo tempo, é essencial evitar alimentos industrializados, processados e ricos em gorduras trans. A troca de hábitos alimentares pode, sozinha, reduzir significativamente o colesterol em muitos casos.

A prática regular de exercícios físicos aumenta o HDL (colesterol bom), reduz o LDL e melhora o controle de outros fatores de risco, como diabetes e pressão alta.

Caminhadas, corridas, natação, musculação e atividades aeróbicas em geral são muito benéficas para o sistema cardiovascular.

Mesmo 30 minutos de atividade leve, praticada cinco vezes por semana, já têm impacto positivo na saúde do coração.

Muitas vezes, porém, a pessoa mantém hábitos saudáveis e ainda assim apresenta colesterol alto – em geral, por fatores genéticos.

Quando os níveis de LDL estão muito elevados, ou quando o paciente já tem aterosclerose estabelecida, o uso de medicamentos é indicado. As principais classes de remédios utilizadas são:

  • – Estatinas: reduzem a produção de colesterol no fígado e têm efeito anti-inflamatório nas artérias.
  • – Resinas: reduz a absorção intestinal do colesterol.
  • – Inibidores de PCSK9: medicamentos mais modernos, usados em casos específicos, com grande eficácia na redução do LDL.

A escolha do melhor tratamento depende do risco cardiovascular do paciente e deve sempre ser feita por um médico cardiologista competente e experiente, como o Dr Herico Blaschi.

Se não controlarmos os níveis de colesterol (em especial o LDL), ele passa a se depositar progressivamente nas artérias, gerando as famosas “placas de gordura” – ou aterosclerose.

Essa obstrução pode piorar progressivamente ao longo dos anos. Conforme cresce, ela pode limitar o fluxo de sangue que consegue passar pela artéria.

Quando esse processo acontece nas que irrigam o coração – conhecidas como coronárias -, temos a famosa “doença arterial coronariana”.

Essa doença provoca falta de sangue para o músculo cardíaco – principalmente em momentos de maior esforço físico – e pode fazer o paciente apresentar dor no peito de forma crônica, limitando a sua qualidade de vida.

Em alguns casos, essas placas podem ainda “romper” e desencadear a formação de um “coágulo”. Quando isso acontece, o fluxo de sangue daquela artéria é bloqueado de forma abrupta — o que leva ao infarto agudo do miocárdio.

Quando a doença coronariana já está estabelecida, é necessária uma avaliação cuidadosa para definir o melhor tratamento, visando alívio dos sintomas e redução do risco de infarto.

Para isso, podemos utilizar de medicações, colocação de Stent ou até mesmo optar pela cirurgia de revascularização miocárdica (as famosas “pontes de safena” e “mamárias”).

O Dr Herico Blaschi tem como área de subespecialidade, dentro da cardiologia, exatamente o cuidado dos pacientes com aterosclerose e doença coronariana.

Caso tenha interesse de ler com mais detalhes sobre esses assuntos, você pode acessar esse outro artigo.

Hipertensão arterial sistêmica (pressão alta)

A hipertensão arterial sistêmica, conhecida popularmente como “pressão alta”, é uma das doenças mais comuns tratadas por cardiologistas.

Estima-se que cerca de 30% da população brasileira tem pressão alta, embora muitas dessas pessoas não saibam do diagnóstico.

Trata-se de uma doença crônica em que a força com que o sangue circula pelas artérias está constantemente acima do ideal.

Apesar de ser uma doença que não apresenta sintomas claros, inequívocos e imediatos, a pressão alta danifica de forma progressiva os vasos sanguíneos e os órgãos.

Quando não é tratada de forma adequada, pode gerar uma série de complicações, como:

  • – Infarto
  • – Acidente vascular encefálico (AVC)
  • – Insuficiência cardíaca
  • – Doença renal, eventualmente com necessidade de hemodiálise

Por ser uma doença silenciosa, o diagnóstico costuma ser feito em consultas de rotina, durante check-ups ou após o surgimento de alguma complicação.

A pressão é considerada alta quando está, nas aferições de consultório, acima de 140 por 90 mmHg (o famoso “14 por 9”), embora valores ideais fiquem abaixo de 130 por 80 mmHg, especialmente para pacientes de alto risco cardiovascular.

As causas da hipertensão são multifatoriais. Raramente conseguimos identificar uma doença específica por trás da pressão alta.

Há um forte componente hereditário por trás da doença. O estilo de vida moderno – alimentação rica em sódio, sedentarismo, excesso de peso e consumo excessivo de álcool – também desempenha um papel importante.

O cardiologista é o profissional mais capacitado para avaliar corretamente a pressão arterial, identificar os fatores associados e traçar o melhor plano de tratamento.

Isso pode incluir ajustes na alimentação, prática regular de atividade física e uso de medicamentos anti-hipertensivos — escolhidos com critério, levando em conta o perfil de cada paciente.

Mais do que baixar os números, o tratamento da hipertensão visa proteger o coração, o cérebro, os rins e todo o organismo.

Controlar a pressão é um dos passos mais importantes para evitar doenças cardiovasculares no futuro.

Por isso, se você tem histórico familiar, já recebeu diagnóstico de pressão alta ou quer entender melhor seu risco, é essencial ser avaliado por um cardiologista atualizado e competente, como o Dr Herico Blaschi.

Caso tenha se interessado pelo tema e queira ler de forma mais aprofundada, você também pode acessar esse outro artigo.

Obesidade

A obesidade é uma doença crônica, multifatorial e progressiva, que vai muito além da estética.

Ela ocorre quando há um acúmulo excessivo de gordura corporal que compromete a saúde e a qualidade de vida do indivíduo.

Para um cuidado cardiológico de excelência, é fundamentar tratar adequadamente a obesidade, uma vez que o excesso de peso está diretamente relacionado ao desenvolvimento de várias doenças cardiovasculares, como:

  • – Hipertensão (pressão alta)
  • – Dislipidemia (colesterol alto)
  • – Infarto e AVC
  • – Insuficiência cardíaca
  • – Arritmias

A gordura acumulada no corpo — especialmente na região abdominal — favorece o surgimento de um estado inflamatório crônico e silencioso.

Isso prejudica o funcionamento dos vasos sanguíneos, altera os níveis de colesterol, dificulta o controle da pressão arterial e aumenta a resistência à insulina, o que pode levar ao diabetes tipo 2.

Além disso, o excesso de peso dificulta a ventilação pulmonar e sobrecarrega as articulações, reduzindo a capacidade física do paciente e impactando diretamente na sua qualidade de vida.

O tratamento da obesidade exige uma abordagem integrada, empática e baseada em evidências científicas. Não se trata apenas de “força de vontade”.

A obesidade tem base biológica complexa, com participação de fatores genéticos, hormonais, comportamentais, emocionais e ambientais.

Muitas vezes, há compulsão alimentar, ansiedade, histórico familiar, má qualidade do sono, entre outros elementos que precisam ser identificados e tratados com cuidado.

A consulta é o momento de compreender o quadro como um todo, solicitar exames, estratificar o risco e definir estratégias personalizadas de tratamento.

Para atingir nossos objetivos, devemos orientar as mudanças nutricionais, realização de atividade física segura, uso de medicamentos modernos e, em alguns casos, encaminhamento para cirurgia bariátrica.

Um cardiologista acolhedor e cuidadoso, como o Dr Herico Blaschi, tem um papel fundamental nesse processo.

Com orientação adequada, é possível reverter o quadro e proteger seu coração. Caso deseje ler um pouco mais sobre esse tema, você também pode acessar esse outro artigo.

Arritmias

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo e na velocidade com que o coração bate. Em vez de manter um compasso regular e harmônico, o coração passa a bater de forma acelerada, lenta ou irregular.

Isso pode causar uma série de sintomas incômodos e, em alguns casos, representar risco à vida. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • – Palpitações (sensação de batimento acelerado ou irregular)
  • – Tontura ou sensação de desmaio iminente
  • – Desmaios (síncopes)
  • – Falta de ar, cansaço e mal-estar

O desmaio é um dos sintomas mais desafiadores na avaliação diagnóstica. Pode ser causado por várias doenças, desde as arritmias, passando por doenças neurológicas (convulsões), até condições psiquiátricas.

Por ser um dos sintomas mais comuns de arritmias muito graves, ele deve ser sempre levado a sério e investigado com muito cuidado.

Dentro das arritmias, podemos dividir entre aquelas em que o coração está “batendo mais rápido” (taquiarritmias) e aquelas em que o coração está “batendo mais devagar” (bradiarritmias).

— Taquiarritmias

As taquiarritmias ocorrem quando o coração bate muito rápido, acima de 100 batimentos por minuto.

Algumas surgem nas câmaras superiores do coração (os átrios) e são chamadas de taquiarritmias supraventriculares. De forma geral, são menos perigosas que as ventriculares, mas podem causar desconforto.

Um exemplo são as taquicardias supraventriculares paroxísticas, que surgem de forma súbita, com frequência cardíaca muito alta, na maioria dos casos acima de 150 a 180 batimentos por minuto.

O paciente pode sentir apenas o coração disparando, sem outros sintomas relevantes, como pode apresentar quadros de tontura, sudorese, náusea/vômitos e mal-estar.

Essas arritmias podem cessar de forma espontânea ou com manobras simples. Em alguns casos, porém, temos que usar medicações específicas e até mesmo dar um “choque” (cardioversão elétrica) para reverter o quadro.

Outros tipos de taquiarritmias incluem o flutter atrial e a fibrilação atrial, sendo esta última a arritmia sustentada mais comum em todo o mundo.

Na fibrilação atrial, os átrios passam a se contrair de forma completamente desorganizada. Isso leva a batimentos irregulares, sensação de cansaço e maior risco de formação de coágulos dentro do coração.

Esses coágulos podem se desprender e provocar um AVC.

Por isso, em muitos casos, é necessário utilizar anticoagulantes, especialmente se o paciente tiver idade avançada ou outros fatores de risco como hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca.

O tratamento da fibrilação atrial envolve:

  • – Controle de doenças associadas (como apneia, obesidade, hipertensão)
  • – Avaliação do risco de AVC e uso de anticoagulantes
  • – Controle da frequência cardíaca (com remédios, como betabloqueadores)
  • – Em pacientes selecionados, tentar restaurar o ritmo normal do coração (com choque elétrico ou ablação)

Cada caso é avaliado de forma individualizada. Em alguns pacientes, opta-se por controlar apenas a frequência cardíaca; em outros, busca-se restaurar o ritmo normal.

Se as taquicardias supraventriculares costumam se apresentar de forma mais “benigna”, as taquicardias que nascem nos ventrículos — as câmaras inferiores —, por outro lado, são mais graves.

A taquicardia ventricular sustentada e a fibrilação ventricular são exemplos de arritmias frequentemente associadas a morte súbita.

Essas arritmias estão geralmente causadas por doenças do músculo cardíaco, como cicatrizes após infarto, cardiomiopatias ou doenças genéticas.

Pacientes com risco aumentado de arritmias ventriculares devem receber medicações para reduzir o risco de morte súbita.

Em alguns casos, podem também se beneficiar do implante de CDI – cardiodesfibrilador implantável. Esse dispositivo detecta a arritmia grave e aplica um choque instantâneo, revertendo o quadro rapidamente.

— Bradiarritmias

As bradiarritmias ocorrem quando o coração bate devagar demais, abaixo dos 50 batimentos por minuto. Isso pode causar:

  • – Cansaço fácil
  • – Tontura ou sensação de quase desmaio
  • – Intolerância ao esforço
  • – Desmaios sem explicação aparente

As causas incluem:

  • – Doenças degenerativas do sistema de condução do coração
  • – Infarto prévio
  • – Cardiomiopatias (doenças do músculo cardíaco)
  • – Efeitos colaterais de certos medicamentos
  • – Distúrbios do nó sinusal (o “marca-passo natural” do coração).

O tratamento definitivo para a bradicardia sintomática ou de alto risco é o implante de um marcapasso.

Esse pequeno dispositivo eletrônico é colocado sob a pele, geralmente na região do tórax, com um fio que vai até o coração. Ele garante que os batimentos se mantenham em uma frequência segura e adequada.

O marcapasso é um tratamento altamente eficaz, que alivia os sintomas causados pela frequência cardíaca muito baixa e devolve ao paciente sua qualidade de vida.

Como discutimos, então, as arritmias envolvem um espectro amplo de alterações do ritmo cardíaco. Algumas são benignas, enquanto outras são potencialmente fatais.

Se você sente palpitações, tem episódios de tontura, já desmaiou sem causa aparente, ou possui histórico familiar de arritmias, é essencial realizar uma avaliação ampla e um seguimento médico próximo.

Um cardiologista competente, como o Dr Herico Blaschi, irá avaliar com cuidado o seu caso, solicitar os exames adequados e definir o melhor plano de tratamento.

Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração perde a capacidade de bombear o sangue de forma eficaz. Com isso, o oxigênio e os nutrientes deixam de chegar adequadamente aos órgãos do corpo.

Os sintomas aparecem, em geral, de forma progressiva. Os mais comuns incluem:

  • – Falta de ar aos esforços (dispneia)
  • – Falta de ar para deitar ou dormir (ortopneia e dispneia paroxística noturna)
  • – Ganho rápido de peso por retenção de líquidos

Essa doenças pode ter diversas causas, como:

  • – Infarto prévio
  • – Hipertensão arterial (pressão alta) mal controlada
  • – Doenças das válvulas cardíacas
  • – Alcoolismo
  • – Arritmias
  • – Infecções virais (conhecidas como miocardites)
  • – Doenças genéticas.

Com o tempo, o coração dilata e perde força. Em alguns casos, a fração de ejeção (quantidade de sangue ejetada a cada batida) cai, o que agrava o quadro e aumenta o risco de hospitalizações e morte súbita.

O diagnóstico é feito com base nos sintomas, exame físico e exames complementares, como ecocardiograma, eletrocardiograma, exames de sangue e, às vezes, ressonância magnética ou cateterismo.

O tratamento deve ser individualizado e envolve:

  • – Mudanças alimentares, com redução de sal e controle da ingesta hídrica
  • – Uso de medicamentos
  • – Reabilitação cardiovascular direcionada e individualizada
  • – Para casos específicos, podem estar indicado implante de dispositivos como o ressincronizador cardíaco (TRC) e o cardiodesfibrilador implantável (CDI).

As medicações utilizadas visam aliviar os sintomas, reduzir internações e aumentar a sobrevida. Entre as principais estão:

• Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) ou Bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA)
• Betabloqueadores
• Antagonistas da aldosterona
• Diuréticos
• Inibidores de SGLT2 (mesmo em pacientes sem diabetes)

A insuficiência cardíaca exige acompanhamento contínuo e ajustes frequentes no tratamento.

Por isso, o vínculo com um cardiologista de excelência, como o Dr Herico Blaschi, é essencial.

Cardiomiopatias

As cardiomiopatias representam um grupo heterogêneo de doenças que afetam diretamente o músculo cardíaco, podendo comprometer a função do coração de formas variadas.

Entre as mais relevantes na prática clínica estão:

  • – Cardiomiopatia hipertrófica
  • – Doença de Chagas
  • – Amiloidose cardíaca
  • – Sarcoidose cardíaca
  • – Cardiomiopatia arritmogênica
  • – Miocardites

— Cardiomiopatia Hipertrófica

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença de caráter genético que pode afetar até 1 a cada 200 pessoas e torna o septo do coração – “parede” que divide os dois ventrículos – mais espesso do que o normal.

Durante a contração do coração, o septo aumentado pode dificultar a passagem do sangue, criando um efeito de obstrução na via de saída do ventrículo esquerdo, conforme demonstrado na imagem abaixo.

Além disso, as alterações estruturais do miocárdio podem deixar o coração mais “mais duro” durante o seu período de relaxamento (diástole) e aumentar o risco de arritmias.

Por essas características, é uma doença muito associada a quadros de:

  • – Falta de ar para andar (dispneia)
  • – Falta de ar para deitar ou dormir (ortopneia e dispneia paroxística noturna)
  • – Palpitações e desmaios (principalmente durante atividade física)
  • – Maior risco de morte súbita (a depender de características individuais de cada paciente)

Essa cardiomiopatia é uma das principais causas de morte súbita em jovens atletas. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental, especialmente em quem tem casos na família ou sintomas sugestivos.

Os exames mais importantes são:

  • – Eletrocardiograma e ecocardiograma
  • – Ressonância magnética cardíaca (para avaliar o grau e a localização da hipertrofia)
  • – Testes genéticos e avaliação familiar
  • – Holter e teste ergométrico, para estratificação de risco de complicações

O tratamento deve ser individualizado. Pode envolver o uso de medicamentos para controlar os sintomas, evitar arritmias e reduzir o risco de morte súbita.

Dentre as opções de medicamentos, uma nova classe – os inibidores de miosina cardíaca – tem se demonstrado muito eficaz para controle de sintomas e redução do grau de obstrução.

Caso o paciente não responda às medicações e mantenha sintomas, com septo muito espesso e obstrução significativa, podem ser indicados procedimentos como ablação septal alcoólica ou cirurgia.

Em pacientes com risco elevado de arritmias, ainda pode ser necessário implantar um cardiodesfibrilador (CDI) como profilaxia de morte súbita.

A prática de atividades físicas deve ser orientada com cautela, especialmente em pessoas com diagnóstico confirmado.

O acompanhamento com cardiologista é essencial para monitorar a evolução da doença. Com o diagnóstico certo e o cuidado adequado, é possível viver com segurança e qualidade.

— Doença de Chagas

Outra cardiomiopatia comum no Brasil é a doença de Chagas, causada pelo parasita trypanosoma cruzi, transmitido por um inseto conhecido como “barbeiro”.

A maioria dos pacientes infectados – cerca de 70% – permanece na forma assintomática, conhecida como “indeterminada” da doença.

Quando apresentam acometimento cardíaco, contudo, podem apresentar quadros graves, com alto risco de complicações e necessidade de seguimento próximo.

O diagnóstico é feito por exames de sangue específicos e avaliação cardiológica completa com eletrocardiograma, ecocardiograma e, em alguns casos, ressonância magnética cardíaca.

O tratamento varia conforme o estágio da doença. Pode envolver desde o uso de antiparasitários nas fases iniciais até o controle de danos (insuficiência cardíaca) e sintomas na fase crônica da doença.

Pela alta incidência de arritmias, não é raro que seja necessário implante de marcapasso, ressincronizador e/ou cardiodesfibrilador implantável com a evolução da doença.

— Amiloidose Cardíaca

A amiloidose cardíaca é uma doença causada pelo acúmulo de proteínas anormais — chamadas amiloides — no músculo do coração.

Existem dois tipos principais:

  • – AL (cadeia leve): relacionada a doenças hematológicas
  • – ATTR (transtirretina): que pode ser hereditária (ATTRv) ou adquirida com o envelhecimento (ATTRwt)

Essas proteínas se depositam entre as células cardíacas, deixam o coração mais rígido e dificultam o seu funcionamento adequado, dando um padrão de cardiopatia chamado “restritivo”.

Com o tempo, o paciente passa apresentar sintomas limitantes como:

  • – Falta de ar para andar (dispneia)
  • – Falta de ar para deitar ou dormir (ortopneia e dispneia paroxística noturna)
  • – Inchaço e palpitações
  • – Tonturas ou desmaios

O grande desafio da amiloidose cardíaca é o diagnóstico, já que muitas vezes os seus sinais são confundidos com outras doenças mais comuns, como pressão alta ou estenose aórtica.

Exames como ressonância cardíaca, cintilografia com pirofosfato e exames laboratoriais específicos ajudam no diagnóstico – na maioria das vezes, sem necessidade de biópsia miocárdica.

O tratamento depende do tipo de amiloidose.

  • – Na amiloidose AL, o foco é controlar a produção da proteína anormal com quimioterapia dirigida.
  • – Na amiloidose ATTR, o foco é estabilizar a proteína transtirretina, evitando novos depósitos.

Além do tratamento específico, outras medicações, como os diuréticos e antiarrítmicos, podem auxiliar no controle de sintomas e ajudar a dar mais qualidade de vida ao paciente

É importante destacar que o diagnóstico precoce faz diferença. Quanto mais cedo se inicia o tratamento, maiores as chances de preservar a função cardíaca.

Por ser uma condição subdiagnosticada e de difícil reconhecimento clínico, o acompanhamento com um cardiologista experiente, como o Dr Herico Blaschi, é essencial.

— Sarcoidose Cardíaca

A sarcoidose cardíaca, por sua vez, é uma doença inflamatória autoimune que se manifesta, mais frequentemente, entre os 40 e 60 anos de idade.

Ela ocorre quando o nosso próprio sistema imunológico passa a formar pequenos aglomerados de células inflamatórias — chamados granulomas — dentro do músculo cardíaco.

Dessa forma, focos de inflamação se espalham pelo músculo cardíaco e causam:

  • Bradiarritmias, muitas vezes levando a necessidade de marcapasso
  • Insuficiência cardíaca

O acometimento cardíaco pode vir isolado ou acompanhado de alterações em outros órgãos (em geral, pele, pulmões e linfonodos).

O diagnóstico pode envolver uma combinação de exames, como:

  • – Ressonância magnética cardíaca
  • – PET-CT com 18F-FDG (para detectar áreas de inflamação ativa)
  • – Eletrocardiograma, Holter e ecocardiograma
  • – Em casos selecionados, biópsia de alguma área afetada suspeita (como um linfonodo), ou mesmo do miocárdio (músculo cardíaco)

Quando apresenta inflamação em atividade, o tratamento inicial é realizado com uso de corticosteroides. Em alguns pacientes, são necessários medicamentos imunossupressores adicionais.

Além do tratamento da doença em si, é importante o cuidado e suporte aos danos cardíacos que possam já ter ocorrido, com seguimento cardiológico próximo.

— Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (CAVD)

A cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito (CAVD) é uma doença genética que afeta principalmente o ventrículo direito do coração, substituindo suas células musculares por tecido fibroso e gordura.

A CAVD costuma se manifestar em adolescentes ou adultos jovens, muitas vezes atletas, e é uma das principais causas de morte súbita em pessoas aparentemente saudáveis.

Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Os sintomas mais comuns incluem:

  • – Palpitações intensas
  • – Desmaios, especialmente durante esforço
  • – Batimentos acelerados ou irregulares
  • – Histórico familiar de morte súbita

O diagnóstico é desafiador e envolve a combinação de exames, como:

  • – Eletrocardiograma e Holter
  • – Ressonância magnética cardíaca (para visualizar alterações no músculo do ventrículo direito)
  • – Estudo genético (quando há suspeita familiar)
  • – Estudo eletrofisiológico, em casos selecionados

Por ser uma condição hereditária, é essencial investigar familiares de primeiro grau quando um caso é identificado.

O tratamento foca em prevenir arritmias graves para proteger o paciente. As estratégias incluem:

  • – Restrição de atividades físicas intensas
  • – Uso de medicamentos específicos
  • – Implante de cardiodesfibrilador (CDI), principalmente em quem já teve desmaio (síncope), arritmia grave ou histórico familiar preocupante

O acompanhamento regular com o cardiologista é indispensável para oferecer o melhor cuidado para esses pacientes.

— Miocardites

A miocardite é uma inflamação do músculo do coração, geralmente causada por vírus. Essa doença compromete a função das células cardíacas e pode afetar tanto o ritmo quanto a força com que o coração bombeia o sangue.

Os sintomas da miocardite variam bastante. Em casos leves, a pessoa pode não apresentar nenhum sinal evidente. Já nas formas moderadas ou graves, pode haver:

  • – Dor no peito
  • – Falta de ar aos esforços (dispneia)
  • – Palpitações ou sensação de batimentos irregulares
  • – Desmaios ou queda súbita de pressão

Em casos menos comuns, a miocardite pode causar insuficiência cardíaca aguda ou arritmias graves. Por isso, qualquer quadro de dor torácica ou falta de ar após infecções virais deve ser investigado com atenção.

O diagnóstico pode exigir uma combinação de exames:

  • – Eletrocardiograma e ecocardiograma
  • – Exames de sangue (incluindo troponina e marcadores inflamatórios)
  • – Ressonância magnética cardíaca
  • – Em situações específicas, pode ser necessária até mesmo biópsia do miocárdio (músculo do coração)

O tratamento depende da gravidade. Na maioria dos casos, inclui repouso, controle de sintomas e medicamentos para proteger o coração.

Em quadros mais graves, pode ser necessário o uso de medicações específicas, internação (eventualmente em UTI) e até suporte circulatório temporário.

A recomendação é evitar atividades físicas por pelo menos 3 a 6 meses, mesmo após melhora clínica, para reduzir o risco de complicações como arritmias.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, a miocardite tem evolução favorável, com recuperação completa. O mais importante é o diagnóstico precoce e acompanhamento com cardiologista.

Em resumo, as cardiomiopatias nem sempre são fáceis de identificar, e muitas vezes os sintomas são confundidos com cansaço, estresse ou idade.

O papel de um bom cardiologista, como o Dr Herico Blaschi, é justamente investigar a fundo, com exames detalhados e escuta atenta, para fazer o diagnóstico correto e buscar o melhor tratamento para o paciente.

Valvopatias – as doenças das válvulas

As valvopatias são doenças que afetam as valvas (ou válvulas) do coração. O coração possui quatro valvas principais — aórtica, mitral, tricúspide e pulmonar — que funcionam como “portas”.

Elas se abrem quando o sangue deve passar no sentido correto e se fecham para não permitir que o sangue volte no sentido contrário.

Quando uma ou mais dessas valvas apresentam defeitos, o fluxo sanguíneo fica prejudicado, podendo levar a sintomas importantes e sobrecarga do coração.

Existem dois tipos principais de disfunções valvares:

  • – Estenose: quando a válvula se abre de forma incompleta, dificultando a passagem do sangue no sentido correto.
  • – Insuficiência (ou refluxo): quando a válvula não se fecha adequadamente, permitindo a volta do sangue para o sentido contrário.

As valvopatias mais comuns são as que acometem a valva aórtica e a valva mitral. As causas mais frequentes de doenças valvares são:

  • Doença reumática (ainda muito presente no Brasil)
  • Malformações congênitas (principalmente da valva aórtica)
  • Envelhecimento
  • Infecção das valvas (conhecida como endocardite)

Os sintomas variam conforme o tipo e a gravidade da valvopatia. Nos estágios iniciais, a doença é silenciosa. Quando se torna importante, pode apresentar:

  • Falta de ar aos esforços (dispneia)
  • Inchaço nas pernas
  • Tonturas ou desmaios (síncopes)
  • Dor no peito
  • Palpitações (arritmias)

O diagnóstico é feito principalmente por meio do ecocardiograma transtorácico, que permite visualizar o funcionamento das válvulas e quantificar o grau de comprometimento.

Em alguns casos, podem ser necessários outros exames para definir a gravidade da doença, como o ecocardiograma transesofágico, o teste ergométrico e/ou ressonância magnética.

O tratamento depende da válvula afetada, da gravidade da lesão e dos sintomas do paciente. Em valvopatias leves a moderadas, o acompanhamento regular é suficiente. Já em casos graves, pode ser necessário:

  • – Uso de medicações para controlar sintomas e proteger o coração
  • – Indicação de cirurgia para troca ou plastia da válvula
  • – Implante percutâneo de prótese (TAVI, valve in MAC ou valve in valve), em casos selecionados

Com os avanços da medicina, muitas valvopatias podem ser tratadas de forma eficaz, devolvendo a qualidade de vida e prevenindo complicações como insuficiência cardíaca e arritmias.

Se você apresenta sintomas sugestivos ou já foi diagnosticado com sopro cardíaco, é fundamental realizar uma avaliação especializada com um cardiologista competente e bem avaliado, que avalia e examina o paciente de forma cuidadosa, como o Dr Herico Blaschi.

Doenças da aorta

A aorta é a maior artéria do corpo humano. Ela nasce no coração e percorre o tórax e o abdômen, distribuindo sangue rico em oxigênio para todos os órgãos.

Por ser uma estrutura de grande calibre e alta pressão, alterações em sua parede podem causar doenças graves, que exigem diagnóstico rápido e acompanhamento especializado.

Entre as principais doenças da aorta estão:

  • – Aneurisma da aorta (torácica ou abdominal)
  • – Dissecção aórtica
  • – Aterosclerose aórtica
  • – Coarctação da aorta (mais comum em jovens)
  • – Síndromes genéticas, como Marfan e Loeys-Dietz

O aneurisma da aorta ocorre quando a parede da artéria enfraquece e se dilata. Essa dilatação geralmente é silenciosa e descoberta em exames de imagem.

O risco é que, ao crescer, o aneurisma pode se romper — o que é uma emergência médica com altíssima mortalidade.

Já a dissecção aórtica é um rompimento da camada interna da parede da aorta, que cria um “falso canal” por onde o sangue passa – o que pode interromper a irrigação de órgãos vitais.

A sua ocorrência aguda uma situação crítica que exige atendimento imediato. Na sua forma crônica, exige acompanhamento próximo com medicações e exames de imagem.

Algumas doenças da aorta estão ligadas ao envelhecimento e à aterosclerose, enquanto outras têm causa genética.

Por isso, é importante investigar a história familiar e realizar exames em pessoas com alterações suspeitas, como dilatação da aorta em exames de rotina, sopros cardíacos ou malformações vasculares.

Os principais fatores de risco incluem:

  • – Hipertensão arterial (pressão alta)
  • – Tabagismo
  • – Dislipidemia (colesterol alto)
  • – Doenças e malformação da valva aórtica
  • – Doenças genéticas da parede artéria
  • – Histórico familiar de aneurismas ou morte súbita inexplicada

O tratamento depende do tipo e da gravidade da doença. Pode envolver “apenas” o controle rigoroso da pressão arterial e acompanhamento por imagem, mas também pode incluir cirurgia ou implante de próteses.

A decisão é tomada com base no tamanho da aorta, na progressão da doença e nos sintomas do paciente.

Detectar precocemente um aneurisma e evitar a progressão para ruptura ou dissecção pode fazer toda a diferença no prognóstico e na preservação da vida.

Para isso, é fundamental realizar um seguimento individualizado com um cardiologista competente e bem formado, como o Dr Herico Blaschi.

Doenças do Pericárdio

O coração não está “solto” dentro do peito. Ele é envolvido por uma membrana fina e resistente chamada pericárdio, que funciona como um “envelope protetor”.

Esse revestimento tem a função de proteger, lubrificar e manter o coração estável durante os batimentos. Quando essa estrutura sofre alguma alteração, surgem as chamadas doenças do pericárdio.

As mais comuns são:

  • – Pericardite aguda: inflamação do pericárdio
  • – Derrame pericárdico: acúmulo anormal de líquido no pericárdio
  • – Pericardite constritiva: espessamento e rigidez do pericárdio

Apesar de não serem tão conhecidas do grande público, essas doenças podem causar sintomas importantes e, em casos mais graves, comprometer o funcionamento do coração.

— Pericardite aguda

A pericardite aguda costuma surgir após infecções virais, mas também pode estar associada a doenças autoimunes, traumas, pós-cirurgias cardíacas ou mesmo ao infarto.

O sintoma mais característico é a dor no peito que piora ao respirar fundo ou deitar e melhora quando a pessoa se senta e inclina o tronco para frente.

O tratamento deve ser realizado por pelo menos 3 meses com utilização de medicações e seguimento próximo. Quando realizado de forma inadequada, aumenta muito o risco de quadros recorrentes.

— Derrame pericárdico

O derrame pericárdico ocorre quando há um excesso de líquido entre as duas camadas do pericárdio.

Em pequenas quantidades, esse líquido é normal, mas quando se acumula em excesso pode comprimir o coração, dificultando sua capacidade de bombear sangue.

Quando isso acontece de forma abrupta, falamos em tamponamento cardíaco, uma emergência médica que exige atendimento imediato.

— Pericardite constritiva

Já a pericardite constritiva é uma forma crônica de doença pericárdica. Nela, o pericárdio se torna espesso e rígido, como uma casca que impede o coração de se expandir.

Os sintomas são semelhantes aos da insuficiência cardíaca:

• Falta de ar aos esforços (dispneia)
• Falta de ar para deitar ou dormir (ortopneia e dispneia paroxística noturna)
• Inchaço nas pernas, tornozelos e pés
• Ganho rápido de peso por retenção de líquidos

Por fim, o diagnóstico das doenças do pericárdio pode ser complexo e exigir exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, ressonância magnética e tomografia.

O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro, podendo incluir anti-inflamatórios, corticoides, drenagem do líquido ou até cirurgia para retirada do pericárdio em casos extremos.

A avaliação integral de um cardiologista experiente, como o Dr Herico Blaschi, é essencial para o diagnóstico correto e um cuidado adequado.

Cardiopatias congênitas

As cardiopatias congênitas são alterações na anatomia do coração que estão presentes desde o nascimento.

Embora algumas dessas condições sejam graves e identificadas logo na infância, outras formas mais leves podem passar despercebidas durante décadas.

Nesses casos, elas podem ser diagnosticadas na vida adulta, em exames de rotina ou durante a investigação de sintomas inespecíficos. Dentre as cardiopatias congênitas mais comuns no adulto estão:

  • – Comunicação interatrial (CIA)
  • – Comunicação interventricular (CIV) pequena ou moderada
  • – Forame oval patente (FOP)
  • – Persistência do canal arterial (PCA)
  • – Coarctação da aorta

Muitas vezes, essas condições não causam sintomas na infância, mas podem levar a repercussões importantes com o passar dos anos.

Alguns sinais de alerta que podem indicar uma cardiopatia congênita não diagnosticada incluem:

  • – Cansaço exagerado aos esforços (dispneia)
  • – Falta de ar para deitar ou dormir (ortopneia e dispneia paroxística noturna)
  • – Palpitações ou arritmias
  • – Acidente vascular cerebral em pessoas jovens

A comunicação interatrial (CIA) e a comunicação interventricular (CIV) são conexões anormais entre as câmaras do coração. Dependendo do tamanho e do fluxo de sangue, elas podem levar a sobrecarga do coração e arritmias.

O forame oval patente (FOP) é uma comunicação entre os átrios que é importante na vida fetal, porém deveria se fechar ao nascimento.

Pode estar presente em até 25% da população adulta. Em alguns casos, estão relacionado a AVCs de causa inexplicada em pacientes jovens.

A persistência do canal arterial (PCA), por sua vez, é a manutenção de uma conexão entre a aorta e a artéria pulmonar. Essa conexão também é importante para a vida fetal, e deveria se fechar nas primeiras horas de vida.

Quando permanece aberto, pode gerar hiperfluxo que gera alterações importantes da circulação e dos vasos pulmonares.

Já a coarctação da aorta é um estreitamento da maior artéria do nosso corpo, que pode levar à hipertensão arterial de difícil controle, especialmente em jovens.

Nem todas essas condições exigem correção cirúrgica. Muitas vezes, o acompanhamento com cardiologista especializado é suficiente, com monitoramento clínico e por exames de imagem.

Quando necessário, o tratamento pode ser feito por técnicas percutâneas ou por cirurgia aberta (a depender de cada caso).

O mais importante é compreendermos que essas cardiopatias, mesmo silenciosas, podem ter impacto importante a longo prazo. Por isso, é essencial o diagnóstico precoce, especialmente em pessoas jovens com sintomas ou histórico sugestivo.

O acompanhamento adequado com um cardiologista atento, como o Dr Herico Blaschi, permite prevenir complicações e manter uma boa saúde cardiovascular.

Cardiologia do esporte e avaliação pré-participação esportiva

A prática de atividade física traz inúmeros benefícios para a saúde, mas também exige que o corpo – especialmente o coração – esteja preparado para esse esforço.

É por isso que a avaliação cardiológica pré-participação esportiva tem um papel tão importante. Ela busca identificar, de forma precoce, doenças silenciosas que podem representar risco durante o exercício.

Essa avaliação não é indicada apenas para atletas profissionais. Qualquer pessoa que deseje iniciar uma rotina de atividade física regular – especialmente de intensidade moderada a alta – deve passar por uma consulta com o cardiologista.

A avaliação inclui:

  • – Anamnese detalhada (história clínica e esportiva)
  • – Medição da pressão arterial e exame físico completo
  • – Eletrocardiograma (ECG) de repouso
  • – Em muitos casos, teste ergométrico e ecocardiograma

Em pessoas com sintomas, histórico familiar de morte súbita, arritmias ou cardiopatias, pode ser necessário complementar a investigação com exames mais avançados, como Holter, ressonância magnética ou estudo genético.

O objetivo principal é identificar condições que podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares durante a prática esportiva. Entre elas:

  • – Cardiomiopatias (como a hipertrófica)
  • – Anomalias coronarianas congênitas
  • – Síndromes que predispõem a arritmias
  • – Valvopatias (em especial, a estenose aórtica)
  • – Alterações do eletrocardiograma de causa não esportiva

Além de afastar riscos, a avaliação também ajuda a otimizar o desempenho, individualizando a recomendação de intensidade de treino e orientando quanto a suplementações, recuperação e limites seguros para o esforço físico.

Atuar com responsabilidade na prescrição de exercícios é uma das formas mais efetivas de prevenir doenças cardíacas e promover saúde a longo prazo.

Antes de calçar o tênis ou voltar à academia, consulte um cardiologista atualizado, como o Dr herico Blaschi. Um coração bem avaliado é um coração mais seguro para treinar.

Avaliação pré-operatória

Antes de uma cirurgia, é fundamental garantir que o coração esteja preparado para enfrentar o estresse fisiológico do procedimento. A avaliação cardiológica pré-operatória tem justamente esse objetivo:

  • – Estimar o risco cardiovascular perioperatório
  • – Identificar condições que precisam ser tratadas antes do procedimento
  • – Iniciar medicações que possam reduzir o risco cardiovascular
  • – Compartilhar cuidados com as equipes de cirurgia e de anestesia para dar o melhor tratamento ao paciente

Essa avaliação não é feita apenas em quem já tem problemas cardíacos. Muitas pessoas com doenças silenciosas podem ter o diagnóstico feito justamente nesse momento, o que evita complicações futuras.

O risco cirúrgico depende de três fatores principais: o tipo de cirurgia, o estado clínico do paciente e a presença (ou não) de doenças cardiovasculares. Durante a consulta pré-operatória, o cardiologista irá:

  • – Analisar o histórico clínico e familiar do paciente
  • – Avaliar sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações ou desmaios
  • – Verificar os fatores de risco (pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo)
  • – Realizar exame físico completo e detalhado
  • – Solicitar exames adicionais, de maneira individualizada

Se houver tempo hábil, o cardiologista pode otimizar o tratamento clínico antes da cirurgia, ajustando medicações, controlando melhor a pressão, a frequência cardíaca, o diabetes e outros fatores.

Em casos selecionados, o uso de betabloqueadores, estatinas ou anticoagulantes pode ser iniciado ou modificado para reduzir o risco de infarto ou AVC no pós-operatório.

É importante lembrar que o objetivo da avaliação não é “impedir” a cirurgia, mas garantir que ela seja feita da forma mais segura possível.

O cardiologista vai sugerir medidas de proteção e compartilhar decisões com as equipes cirúrgica e anestésica, contribuindo para o planejamento e ajudando a prevenir complicações.

Se você foi indicado para um procedimento cirúrgico, agende sua avaliação com antecedência.

Um preparo adequado com um cardiologista de boa formação, como o Dr Herico Blaschi, pode reduzir riscos e aumentar a chance de uma recuperação tranquila e segura.

Consulta de rotina (check-up)

Uma das missões mais importantes do cardiologista consiste na prevenção das doenças cardiovasculares. Mas, como expliquei acima, a minha formação e a minha visão de medicina estão longe de focar apenas na cardiologia.

E uma das minhas principais áreas de interesse é no famoso check-up.

“Mas não basta pedir todos os exames possíveis? Ou uma ressonância magnética do corpo todo?”. Infelizmente, vejo muitos pacientes com essa dúvida e alguns colegas atuando dessa forma.

Se por um lado a solicitação dos exames corretos, de forma individualizada, pode prevenir e identificar doenças de forma precoce, a solicitação de “pacotões” de exames pode fazer mais mal do que bem.

Achados incidentais de exames que não deveriam ter sido solicitados podem levar a uma investigação fútil, com realização de procedimentos invasivos, expondo o paciente a riscos desnecessários.

Eventualmente, isso pode levar a danos físicos e sequelas – além de toda ansiedade gerada no paciente e nos familiares durante o processo.

Por isso, uma avaliação individualizada e integral do paciente é extremamente importante para garantir o melhor da prevenção sem os riscos de investigações e exames complementares desnecessários.

Um cardiologista atualizado, que mantém a visão global do paciente, como o Dr Herico Blaschi, faz toda a diferença nesse momento.

Cardiologia no paciente oncológico

Com os avanços da medicina, felizmente cada vez mais pessoas superam o câncer. No entanto, muitos dos tratamentos utilizados – como quimioterapia, radioterapia e terapias-alvo – podem trazer efeitos colaterais importantes para o coração.

A cardio-oncologia é a área da cardiologia que atua justamente na prevenção, diagnóstico e manejo de complicações cardiovasculares em pacientes com câncer.

O acompanhamento cardiológico é fundamental tanto para quem está prestes a iniciar um tratamento oncológico quanto para quem já concluiu o tratamento, especialmente em casos de exposição a drogas cardiotóxicas ou radioterapia no tórax.

As principais complicações que podem surgir incluem:

  • – Redução da força de contração do coração (insuficiência cardíaca)
  • – Arritmias
  • – Hipertensão arterial
  • – Pericardites
  • – Aceleração do processo de aterosclerose com aumento do risco de doença coronariana e infarto

A avaliação começa antes mesmo do tratamento, com o chamado “perfil cardiovascular basal”. Isso inclui:

  • – Avaliação clínica detalhada
  • – Eletrocardiograma e ecocardiograma
  • – Avaliação dos fatores de risco (pressão, colesterol, diabetes, tabagismo, obesidade)

Durante o tratamento, o cardiologista deve monitorar de perto a função cardíaca. Caso haja alterações cardiológicas secundárias ao tratamento oncológico, ele pode iniciar medicações cardioprotetoras e intensificar as reavaliações.

A atuação do cardiologista tem como objetivo possibilitar a manutenção da terapia oncológica de escolha. Em casos mais graves, contudo, a terapia pode ser ajustada ou reavaliada junto ao oncologista.

Após o fim da quimioterapia ou radioterapia, o acompanhamento deve continuar. Isso porque os efeitos colaterais cardíacos podem surgir meses ou até anos depois do tratamento, exigindo vigilância a longo prazo.

A atuação do cardiologista não atrasa ou impede o tratamento do câncer — ao contrário, ela torna esse processo mais seguro e permite que ele seja conduzido da forma mais completa possível.

O trabalho é feito em parceria com o oncologista, com foco no paciente como um todo.

Se você vai iniciar ou já iniciou um tratamento oncológico, converse com seu oncologista sobre a importância da avaliação cardiovascular.

Com cuidado, integração e acompanhamento adequado de um cardiologista competente, como o Dr Herico Blaschi, é possível cuidar do câncer sem descuidar do coração.

Sintomas mais frequentes nas doenças cardiovasculares

Falei um pouco sobre as principais áreas de atuação para te ajudar a entender quais cuidados específicos um cardiologista pode oferecer. Mas você sabe reconhecer os sintomas de uma doença cardiovascular?

Nesse momento, eu gostaria de ensinar você a reconhecer alguns dos sinais mais comuns das cardiopatias.

Esse conhecimento pode ser importante para direcionar você, seus familiares ou amigos para uma avaliação precoce com um cardiologista.

Dor torácica (angina pectoris)

Esse é, de longe, o sintoma que a maioria das pessoas relaciona à cardiologia, por ser muito frequente em pacientes com doença coronariana – uma doença de grande prevalência na população.

Também é um dos sintomas mais complexos para investigação, sendo necessária avaliação cardiológica detalhada e escolha correta dos exames complementares.

Dispneia

Esse é o termo médico utilizado para descrever a falta de ar, ou cansaço, sentidos para realização de esforços. É um sintoma frequente em pacientes com insuficiência cardíaca, valvopatias e doença coronariana.

Ortopneia e Dispneia Paroxística Noturna

Ambos são sintomas relacionados a insuficiência cardíaca e ambos ocorrem mais comumente durante a noite.

São resultado do excesso de líquido no corpo causado por essa doença, que se acumula nos vasos dos pulmões quando o paciente se deita.

A ortopneia é a sensação de falta de ar para deitar. O principal relato dos pacientes é a necessidade de dormir com mais travesseiros (para deixar o corpo mais “alto”).

Pode chegar a fazer o paciente dormir sentado em descompensações mais importantes.

A dispneia paroxística noturna, por outro lado, corre quando o paciente acorda durante a noite com sensação de falta de ar, muitas vezes relatada como um “sufocamento”.

O paciente, em geral, precisa levantar-se e passar alguns minutos sentado ou em pé para alívio.

Palpitação

É o sintomas mais comum das arritmias. Pode ser expresso como uma sensação de “batedeira” no peito ou como “descompasso” do coração.

Uma avaliação cuidadosa é essencial para diferenciar quadros benignos de arritmias que possam necessitar medicações ou mesmo intervenções, como ablações e instalação de cardiodesfibrilador implantável (CDI).

– Tonturas e síncopes

Sintomas muito associados a arritmias, mas que também podem estar presentes em outras condições, como na insuficiência cardíaca, valvopatias e no excesso de medicações anti-hipertensivas.

As tonturas constituem um grupo de sintomas extremamente desafiador, podendo ser de origem cardiológica, neurológica ou até mesmo otológica.

Uma avaliação clínica detalhada é extremamente importante para orientar corretamente a investigação.

As síncopes, popularmente conhecidas como desmaios, são situações nas quais a pressão arterial apresenta uma queda brusca, levando à falta de sangue no cérebro.

Como resposta, o cérebro desliga as funções “não vitais”, fazendo com que o paciente “apague”.

Como essa queda de pressão é momentânea, o paciente acorda depois de segundos até poucos minutos, na maioria das vezes “como se nada tivesse acontecido”.

A síncope pode ser causada por várias doenças diferentes e, por isso, é um dos sintomas mais difíceis de avaliar, exigindo uma história clínica absolutamente detalhada e um exame físico minucioso.

A maioria das causas são benignas. Por outro lado, doenças potencialmente fatais podem apresentar esse sintoma, como as arritmias e a estenose de valva aórtica.

A avaliação cuidadosa e individualizada de um cardiologista atento e cuidadoso é essencial para o diagnóstico correto e um tratamento eficaz.

Exames complementares mais comuns da cardiologia

Agora que vocês já sabem um pouco mais sobre a atuação do cardiologista e os principais sintomas das doenças cardiovasculares, vamos falar um pouco sobre os exames complementares mais utilizados na cardiologia.

Eletrocardiograma de 12 derivações (ECG)

Um dos exames mais simples, porém de extrema importância. Com ele, podemos diagnosticar:

  • – Arritmias
  • – Alterações de câmaras cardíacas (como as sobrecargas atriais e ventriculares)
  • – Alterações do sistema de condução do coração
  • – Áreas do coração que já sofreram algum tipo de lesão

No pronto-socorro, é o primeiro exame que deve ser realizado nos pacientes com dor torácica e suspeita de infarto agudo do miocárdio, pois pode diagnosticar o infarto com supra-ST, a versão mais grave da doença, que demanda ação imediata.

Teste ergométrico

Outro exame muito conhecido – o famoso “teste da esteira”. Tem diversas aplicações práticas, dentre as quais se destacam:

  • – Avaliação prognóstica e determinação de risco em pacientes com doença coronariana
  • – Investigação de arritmias e disfunções autonômicas induzidas pelo esforço
  • – Determinação de capacidade funcional em pacientes com diversas doenças, como valvopatias, cardiopatias congênitas e insuficiência cardíaca
  • – Avaliação de resposta terapêutica (para pacientes em uso de antianginosos e antiarrítmicos, por exemplo)
  • – Avaliação funcional e prescrição de exercício

Ecodopplercardiograma

Um dos exames mais importantes da cardiologia. Avalia o coração do ponto de vista morfológico e estrutural. Nos dá várias informações, como:

  • – Função das valvas (ou válvulas)
  • – Pressões dos compartimentos do coração
  • – Fluxos de sangue entre cada compartimento
  • – Função diastólica (capacidade de relaxar e se encher de sangue) do ventrículo esquerdo – o compartimento responsável por bombear o sangue para o resto do corpo
  • – Função sistólica (capacidade de contrair e ejetar sangue) do ventrículo esquerdo e do ventrículo direito – esse último, responsável por circular o sangue pelo pulmão para ser oxigenado
  • – Dilatação de câmaras cardíacas
  • – Dilatação das porções iniciais da aorta (do seio de valsalva até o arco aórtico)

Por avaliar a função sistólica dos ventrículos e a função diastólica do ventrículo esquerdo, é o exame mais utilizado para diagnóstico e seguimento da insuficiência cardíaca.

Nas valvopatias, é um exame essencial para diagnóstico, seguimento e indicação de intervenção (plástica ou troca de válvulas).

Quando realizado com algum “estressor” (medicação para aumentar a frequência cardíaca ou atividade física), dá informação de isquemia miocárdica – importante na avaliação de pacientes com doença coronariana.

MAPA 24 horas

É o principal exame para diagnóstico e avaliação de controle da hipertensão arterial sistêmica. Através de um aparelho, a pressão arterial é aferida durante 24 horas, de forma automática, em intervalos programados.

Dessa forma, são realizadas várias medidas, que refletem o dia a dia do paciente.

Com esse exame, tiramos o viés da ansiedade pela consulta e do ambiente hospitalar, que muitas vezes faz com que a pressão dos pacientes seja superestimada no consultório – o famoso efeito jaleco branco.

Através da média dessas pressões nas 24 horas, na vigília e no sono, avaliamos a pressão arterial de forma mais precisa.

O MAPA também auxilia muito na decisão sobre quais e quantos anti-hipertensivos vamos utilizar para controle da pressão. Assim, evitamos o tratamento desnecessário ou excessivo da pressão arterial.

Conforme já comentamos acima, o excesso de medicações anti-hipertensivas pode gerar sintomas desconfortáveis, como tonturas e síncopes (desmaios).

Holter 24 horas

Esse exame faz um “eletrocardiograma resumido” (com menos derivações) durante 24 horas. Por isso, é um dos principais exames na avaliação de arritmias que possam ocorrer de forma momentânea durante o dia.

Dentre as suas principais utilidades estão:

  • – Flagrar bradiarritmias que possam necessitar de marcapasso
  • – Diagnosticar e avaliar o risco de taquiarritmias
  • – Avaliar a eficácia e a possibilidade de intensificação de medicações antiarrítmicas
  • – Avaliar alterações sugestivas de isquemia cardíaca durante a rotina do paciente

Looper

Exame semelhante ao Holter, porém com gravação estendida (em geral, de 7 dias). Útil para diagnosticar arritmias que não ocorrem com frequência diária e podem não ser flagradas pelo Holter.

Ressonância magnética cardíaca

Esse é um dos exames que vem ganhando mais espaço na cardiologia nos últimos anos.

Avalia função cardíaca, presença e padrão de fibrose (“cicatrizes”) no coração, viabilidade de paredes do coração que já sofreram infarto, e até isquemia miocárdica a depender do protocolo utilizado.

Dentre outas utilidades ressonância pode ajudar a:

  • – Diagnosticar a causa de quadros de insuficiência cardíaca (que pode ser eventualmente reversível)
  • – Refinar a avaliação sobre doença coronariana e a indicação de revascularização miocárdica
  • – Definir necessidade de intervenção em algumas valvopatias
  • – Definir indicação de CDI (cardiodesfibrilador implantável) em pacientes com miocardiopatia hipertrófica

Angiotomografia de coronárias

Mais um exame que vem ganhando muito espaço nos últimos anos. Com ele, temos a visualização completa das artérias coronárias de forma pouco invasiva (apenas com injeção de contraste pela veia).

Além da visualizar as obstruções, esse exame dá outras duas informações muito valiosas: a presença de aterosclerose subclínica e o score de cálcio das coronárias.

Esses dados nos ajudam a definir intensidade de tratamento preventivo do paciente.

Cintilografia miocárdica

Exame muito tradicional que avalia a perfusão do coração (chegada de sangue no músculo cardíaco) em repouso e após um “estresse” fisiológico (físico ou com medicações).

Esse exame nos dá informação de isquemia miocárdica, com quantificação em termos percentuais da área cardíaca.

Também avalia a função sistólica (de contração) do ventrículo esquerdo, tanto no repouso, quanto no estresse – informações muito valiosas na avaliação do paciente com doença coronariana.

Cateterismo cardíaco

Também conhecido como angiografia de coronárias, é o padrão-ouro para avaliação da doença coronariana.

Com ele, é possível avaliação morfológica das artérias coronárias, presença de placas de aterosclerose e inclusive presença de isquemia miocárdica gerada por cada uma delas.

Apesar de menos comum, também podemos avaliar presença de vasoespasmo coronariano e aumento da resistência microvascular das coronárias, causas de dor torácica subestimadas e de difícil diagnóstico.

Além da parte diagnóstica, esse exame também nos possibilita a angioplastia, uma das modalidades possíveis de tratamento da doença coronariana.

Conclusão

Depois dessa jornada, espero que eu tenha conseguido passar para você um pouco da forma como eu penso o cuidado médico e a forma como atuo enquanto cardiologista.

Espero, também, que você tenha aprendido um pouco sobre as áreas específicas de atuação da cardiologia, os principais sintomas das doenças cardiovasculares, e alguns dos exames que podemos utilizar nessa investigação.

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